Por falta de título, vai este.


"But I have a friend
With whom I like to spend
Anytime I can find with
I like sleeping in your bed
I like knowin' what is goin' on inside your head
I like taking time
I like your mind
I like when your hand is in mine
And my heart skips a beat
Everytime that we meet
I can't find the words to make it sound unique
But honestly
You make me strong
I can't believe I've found someone this kind
I hope we carry on
'Cause you're so nice and I'm in love
With you"



Kate Nash - "I Hate Seagulls"




Eu me enchentava de mim, fazia do meu olho a banheira do meu quarto de dormir. Naquele momento, era eu meu quarto de hóspedes. Uso agora e já aviso ao leitor que gosto do egocêntrico humilde, essa febre de pronome possessivo que possuo.
Mas voltemos ao banho.
Eu era sozinha, abraçava a mim mesma com minhas mãos frias desse tempo frio pelo qual não tenho - vá lá - muito apreço. Dito isso, o sozinha torna-se triste, e trato de fazer do triste um melancólico e insolúvel quebra-cabeças. O que dói realmente é saber de meu próprio mal: fico-me desinocente. Com mais algumas peças, torno-me consciente. Com mais alguns abraços, chorente.
Mas você me pegou pelo coração e me envolveu. Você retalhou a face do meu pesar e trucidou as entranhas do meu desencontro comigo mesma. Ah... você foi belo. Você foi mais uma vez aquele que me sorriu e fez-me sorrir. Pegou-me agora na cintura e uniu nossos pés, de forma que, arrastando o seu esquerdo, o meu direito também movia-se para lá. E depois para cá, e depois para perto da escrivaninha.
Deixei passar o momento, como se tivesse sido um pedaço comum do dia, da semana, do mês. Não contei a você o quão importante aqueles três minutos haviam sido, mas saiba agora que foram grandes.
Ali, deitada no seu ombro de homem, eu senti um travesseiro fazer-se costurar por própria conta. Ele criou suas próprias agulhas, produziu sua própria lã e uniu minhas lágrimas ao tecido de sua camiseta.
É tão miserável tentar agradecer-lhe com palavras humanas...
Que Deus faça-lhe entender um dia esse grande que eu tenho por você; esse grande cujo nome ainda não me foi ensinado, mas que tão bem aprendi.



Machado de Assis mais uma vez humilhando-se ao meu modesto escafandro. Sobre as dúvidas: não quis mencionar nada erótico no texto, foi tudo muito cândido.

Le Grand

Eu gosto de ouvir você falar sobre o seu dia, como foi na academia, como era o chefão do seu video game. Eu gosto de ouvir você falar sobre os seus amigos e como é em São Carlos. Às vezes eu não presto atenção, é verdade. Mas você precisa entender que é difícil me focar no assunto quando sua voz está a um palmo do meu ouvido e suas mãos estão segurando as minhas tão sutilmente.
Às vezes eu só escuto você falar, fico parada observando você se mexer. É que você é tão bonito. E eu te amo tanto. Nenhum assunto seria longo o suficiente para explicar o que sinto quando nos tocamos, então vamos deixar que o tempo fale por nós.

Meu lindo.



Eu sei que está clichê. Inevitável.

Não consigo mais comentar nos blogs, pelo menos não naqueles em que nao se pode comentar anonimamente. Estou salvando os comentários em meu rascunho de e-mail e, caso volte, comento de novo, tudo de uma vez.

Você me fez amar



Acontece que eu não sei. Não sei jogar video game, não sei ser assim, sexy, como eles dizem. Não sei ser engraçada, não sei ter graça, não sei achar graça nas coisas.
Sou meio assim, metade eu, meio caindo da ponte, meio esperando que você me pegue. Sou a outra metade que ainda não achei em mim. Devo tê-la perdido na bagunça do meu quarto, no fundo do jeito que você tem de me olhar. Devo tê-la achado nos seus braços, seu abraço forte e delicado, seu queixo quadrado, seu corpo deitado. Comigo.
Agora, sou eu por inteiro.
Nem sei se quero mais essa vida saudosista. O que vivo hoje é mais lindo do que o melhor do meu passado. Aliás, o passado some quando estou com você, como meu coração ao ouvir-lhe dizer que precisa ir embora. Mas, calma, não estou perdida, apenas amando.
Quando a noite chega e a luz de mentira se ascende, penso se você pensa sobre o que penso de você. Você sabe o que você é?
Você é doce. Melhor do que qualquer amora.
Educado como um Darcy de Austen, contido como um Lord da antiga Champs Elysées, atrevido como um bandido qualquer: roubou todo o amor que eu trazia no peito de uma vez. Mas não é tão ruim assim, parece que você se arrependeu e está me devolvendo, aos poucos, tudo o que de mim tirou. E tão bem tirou!
Eu dei meus motivos, meus fracassos, minhas fraquezas, meu eu completo. E você aceitou. Eu me joguei como uma insana. E você aceitou. Eu chorei. Você secou. Eu ri. Você tornou minha risada mais alta. Eu vivia. Você me fez amar.
Então eu não tenho mais do que duvidar, o que existe entre nós transcende escrituras, queima Obras Primas - e, sim, com maiúsculas!
Você se mostrou meu o tempo todo, mostrou-se homem, mostrou-se sincero, mostrou-se amante, mostrou-se belo, esforçado, preocupado, cauteloso, respeitoso. Não há nada em você que me desencoraje e amar e não há uma só frase que possam dizer que me faça cair para fora.
O maravilhoso nisso tudo é que estou falando por mim. Por hoje, não sou personagem, sou eu, garota comum, moradora de um apartamento minúsculo, perguntando para minha caixa de lenços, tão companheira, se ele gostará de ler, caso leia.
Por hoje, sou só, mas sou nós dois. Você mora em mim e, quando for embora, deixarei sua cama sempre estendida, caso queira voltar. Que Deus te pegue pelas suas mãos macias e te mostre o caminho certo, que Ele mostre os planos que tem para você, que não podem ser pequenos, porque a bênção sobre você é enorme.
É que eu não sei.
Acontece que não sei se sou tola, se sou exagerada, se te assusto. Não sei medir. Não gosto de ser medida. É um trauma: meus sentimentos sempre pesaram mais do que os dos meus amigos, então não gosto de denominação por números. Mas os números não saberiam explicar nada. Nem eu mesma consigo contar-lhe exatamente como é grande o espaço que você ocupa no meu dia, na minha vida, imagine os números.

À você, sete beijos,
E um coração,
Inteiro.

Fazer teatro de minhas feridas



(Tem música no rodapé)

Eu não quero sarar meus cortes, fazer teatro de minhas feridas. Eu não quero falar dela, não vou permitir-me corromper assim, fácil como um descrente. Eu não vou soprar as velas e não vou deixar-me ser soprada pelo vento.
Não vou falar sobre a infantilidade, não vou falar sobre eu não ter sorrido hoje. Não vou falar da minha luta contra o egoísmo nem das apostas que faço comigo mesma e sempre perco. Eu não vou falar de morte, de corte, de sorte. Eu nunca soube ser forte.
Eu vou falar de uma coisa. E será apenas uma coisa. Uma coisa que sou, uma coisa que quero, uma coisa que quero que um dia acabe e mal posso esperar pelo seu fim. Mas que seja ele macio.
Há momentos raros aqui, em que eu consigo adorar com muito do que sou. São momentos onde consigo perdoar-me, deixar estar-me, enfim. A chuva começa, a luz me visita, a vida
começa. É um momento santo, uma oração muda, um choro que não tem fim. É que eu quero. É o que eu quero. Você ouve minhas lágrimas? Você pode continuar me abraçando assim?



Obrigada. Isso é tudo.
E ainda é tão nada...


Ultimamente!

Ilegalmente roubado do CC (quase íntima), aqui estão minhas coisas inúteis de ultimamente. Claro que o meu projeto de vídeo foi fail: eu falei meio embaraçada sobre os assuntos e esqueci alguns. Sobre as músicas, aqui estão:

"Little House" - Amanda Seyfried


"Hometown Glory" - Adele


"Dusk And Summer" - Dashboard Confessional


E o nosso ultimamente! Beijos (:


Sub-blog

Tenho um blog no qual publico coisas que não consigo dizer neste aqui, Leticia Poesia, que é mais movimentado. Só disponibilizo para pessoas que não conheço, para meus amigos blogueiros. Se quiser ler, é só me mandar comentário com e-mail que eu coloco na lista de leitores.

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