MenteNina

O unicórnio é para Nicole. Dúvidas sobre o oito, leia de novo (eu tive que ler três vezes para me entender).

Nina mentia. Era noite era dia. Se estava quente, ela dizia que estar fria. Ficava pensando ela: "Que mal teria?" E no meio da bondade falsa se perdia sua mente. E o mal era frequente.
Mas Nina não era criança: era moça. E como moça toda que conhecia-se bem, acreditava destacar-se sobre as outras. Porque, ao menos durante a leitura, que admita o leitor que mulher tem instinto de provocar inveja em outra mulher; que não se pergunte o porquê. Portanto, perdia-se a criança crescida à sequências de ideias psicanalistas que tinha na cabeça, a qual dizia (com todo o prazer da certeza que se pode ter) que ela era a única que pensava o que pensava.
Os dias que Nina passava em frente ao computador remetiam lições básicas de moda e tendências, entre outras coisas, que visavam ao maravilhar da vista. Atitude também lhe causava interesse, em igual escala, diga-se assim, igualmente, pense então, em número exatamente igual, como o oito em simetria completa.
Porém, ao se dividir o oito, temos quatro. Nina era oito pela metade, porém, era o oito cortado com faca na vertical, era o finito dispensável, uma colher com duas conchas, um ovo perfeito se cortado o oito na horizontal. Cresceu ela e viu que era curioso, de fato, colher com duas conchas, mas que não possuía habilidade. Assim como o finito apenas atraía o prazer mundano, enquanto o que ela queria estava no espírito e não no material, não num talher.
Mas que se volte às proporções: os olhos já secos de tanto vidrarem o computador um dia perceberam que a vida não era tão fantasiada assim, que era como o ano: por vezes, vestimo-nos no Carnaval, Halloween, mas que são baixos os números. De fato, a vida era muito mais carnal, pois o homem é carnal e o alimento, gerador da vida, é carne.
Nina se viu então aos 20 anos desacreditada na rotina, deitada sobre os sonhos de forma que os esmagava e eles nem sequer reclamavam, por estarem igualmente tomados pela decepção. Nina disse para sua máquina: "Eu queria ser da forma que era aos 17 anos, onde nós eramos o mundo e a sua metade do mundo me mostrava só as coisas boas. Eu queria não saber do pecado, para pecar. Eu queria não me perder com facilidade. Eu queria não me frustrar com as inequidades que vejo. Eu queria voltar, pois os dias de antes eram melhores do que o hoje multiplicado por mil."
Aquela mente tão comum, aqueles sentimentos tão clichês que a tomavam por inteiro foram a ponte para sua ruína e, sentada no chão, ela viu que o jeito de continuar em frente era indo em frente, e que se abram os caminhos por meio da fé e que se faça a água atrvés do fogo.
E que pare de mentir a mente feminina de Nina, a Mentenina.

5 escafandrinhos disseram algo:

Jeniffer Yara disse...

"Eu queria ser da forma que era aos 17 anos, onde nós eramos o mundo e a sua metade do mundo me mostrava só as coisas boas. Eu queria não saber do pecado, para pecar. Eu queria não me perder com facilidade. Eu queria não me frustrar com as inequidades que vejo. Eu queria voltar, pois os dias de antes eram melhores do que o hoje multiplicado por mil."

Sabe,têm muito á ver comigo.

Beijo

Rodolpho Padovani disse...

Ah Lê, eu ri do seu último coment, nem achei brega não, haha... e não precisa agradecer nada, se eu tô sempre aqui é porque eu gosto.

E a Nina, existem tantas Ninas por aí que acabam esmagando os próprios sonhos e depois desejando voltar atrás, que ela consiga mudar esse quadro e seguir em frente.

Bjs =)

Bell Souza disse...

esse ficou bem confuso. entendi o "oito" de primeira. haha, mas algumas palavras foram repetidas [propositalmente?] que ao meu ver, desvalorizou certas partes. Mas a Nina... essa, coitada! perdeu-se dentro de si mesma.

Bell Souza disse...

Obrigada! Mas o poema é de minha autoria e não, do Shakespeare. Fico lisonjeada com a comparação, mas não sou isso tudo.^^

Caroline disse...

Adoro seu blog e seus textos. Desculpe o sumiço, mas fiquei um tempo sem entrar, mas voltei e estarei sempre aqui conferindo novos textos. Adorei!

Ah, e tem um meme pra você lá no meu blog.

Beijos.