Entre o frio e a consciência

Era uma alma desprovida de qualquer tipo de luz. Sua mais realçante característica era a falta de sentimento, falta de calor interno. Não tinha ninguém, nem a si mesmo. Era como um corpo perdido que, de tanto seguir o fluxo, tornara-se o próprio.
Tinha consciência de seu erro, essa não era a parte que lhe faltava. O que lhe faltava naquilo tudo era a vontade de mudar, ou ao menos consertar os erros do passado.
O passado... que lhe assombrava, e que por pouco perdia do futuro. Temia o futuro. Temia-o mais a cada dia. Talvez o medo fosse o próprio futuro.
Tantas dúvidas, tão poucas respostas. O frio voltou e a despertou de volta ao fluxo. Mais um dia caoticamente monótono. Tinha os pés cravados no asfalto, estava morrendo novamente.

2 escafandrinhos disseram algo:

Sara disse...

Amei seu blog, super fofo o lay. E amei o texto. Já estou te seguindo, quando puder dá uma passadinha no meu Blog :}
http://maisqueilusoes.blogspot.com/

Bia disse...

Leticia Poesia 'hihihi.
Adoro os seus texto, ele atravessam as fronteiras de nossos pensamentos:
O passado... que lhe assombrava, e que por pouco perdia do futuro. Temia o futuro. Temia-o mais a cada dia. Talvez o medo fosse o próprio futuro. (adoorei esse trecho)