A vergonha masculina

Diferenças deixadas de lado por um tempo, todos nós temos nossas características incomuns. Estava passando em frente aos meus olhos a situação mundana que sempre vejo, mas que, desta vez, me assustou e ironizou por um tempo. Deixe-me iniciar, então.

Há dinheiro, e há sentimento. Os dois estão fortemente ligados mas não se pode conlcuir que um depende do outro. Pois em alguns casos depende, sim. E é disso que quero falar.
Cada um com sua educação e valores, e consequentemente, conceitos. O caso foi que hoje vi a vergonha do homem que não tinha dinheiro.
O do tipo que começa pequeno, cresce de repente, para logo em seguida ser derrubado. Os circulos sociais mudam junto do crescimento, mas a família e os mais próximos se manteem. Pois muito bem. Sou da família.
O homem de repente teve o que se poderia chamar de "situação delicada", aquelas épocas de economia financeira. Mas o bloqueio está em admitir, ou talvez admitir e, ainda por cima, ter que anunciar. Porque só havia admitido para si próprio desde então.
Problema esse tão grande em sua cabeça que sente vergonha de compartilhá-lo. E o pior: nem com a família. Nem com os amigos próximos. Será que pensa que não o entenderíamos? Será que pensa que viraríamos as costas?
Se a resposta foi a última opção, então desculpe, mas tenho problemas em me auto-expressar. Eu não ligo para o quanto você ganha, ou o carro que você dirige. O que me satisfaz, de verdade, é te ver feliz. Ver-te bem, sorrindo. Não me importo com seu caixa, nem suas roupas. Só quero ver você feliz.
Mas o homem também tem seus conflitos.
O fato é que esse, em específico, repentinamente estranhou-se. Tomara que não delire no mundo da ganância. Seria uma pena perder mais um homem saudável.
Deus o abençoe, e lhe dê direção.
Homem, nunca é tarde demais.

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