Utopiando meus sonhos


Enquanto sua forma física se ausenta ao meu lado, saceio a saudade vendo-lhe em sonhos. E há quanto tempo? Dois meses? Eventualmente, o toque enquanto durmo é mais real do que quando encontro-lhe realmente.
Delírios e suposições nunca cresceram tanto dentro de mim. Queimam-se em segundos, mas são construidos delicadamente, movimento por movimento. Primeiro respiro, depois vivo. Então vejo-lhe, e demoro-me a deixar transparecer o sorriso torto.
Não passa muito e já desmancho em você, dando-lhe um abraço, que depois vira um beijo, que depois vira ambos. Nós giramos, brilhantes, e sua mão se entrelaça com a minha. Então você para de pé, e consigo ouvir sua repiração. Consigo sentir-lhe viver, e amar. E tudo isso você faz sorrindo, como se precisasse de técnica para me elevar.
E é no meio disso tudo que abro os olhos. Não estou em casa, mas estou bem. Levanto-me e o dia começa, sem você do meu lado.
Mas ter-lhe dentro de mim é mais suficiente do que ter-lhe ao meu lado.

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Este é o texto que disse que rascuhei. A última metade escrevi agora. Tem um pouco de Shakespeare, não vou negar. Afinal, quem conhece reconhecerá algumas de suas palavras na [?] crônica. Essa foto faz parte da família daquela que está no meu orkut, esta aqui.


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