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O tipo de amiga que você conhece no primeiro dia de aula. Olha para ela e pensa: essa vai ser minha melhor amiga. E tudo corre bem, pelo menos nos primeiros dos poucos anos. Então as coisas mudam e vocês se separam, e a história vira o que se está acostumado a ver-se virando: perda de contato. E existe e-mail, existe telefone, existe msn e existe Orkut.

Como se tudo isso adiantasse.

Esses veículos abominam a personalidade, quando você permite. Tudo se resumindo à beleza, popularidade, busca pela perfeição. E seus amigos vão ficando de lado.

Ver duas vezes por ano uma pessoa que você estava acostumada a ver todos os dias é difícil, mas dois meses quebram a tensão. E depois, você simplesmente relaxa. Ou ela não atende, ou você nunca está online. Ou ela não tem seu telefone, ou você está sempre ocupada. E assim rola por mais uns quatro anos.

Até que ela te diz que vai mudar. Precisava ser para tão longe? São horas de avião que terei de enfrentar caso queria vê-la. Droga de vida. Por que não a visitei com mais frequência? Que tolice, que arrependimento!

Mas não devo me arrepender de nada. Foi comodismo. Odeio isso em mim. Tento mudar sempre que posso, mas funciona como o auto-controle: às vezes, ele também escapa das minhas mãos.

O que eu queria que ela soubesse é que foi uma amizade inesquecível, daquelas que contamos para nossos filhos. Quando nós andamos a cavalo, brigamos com as meninas do colégio, subimos no telhado da fazenda da família dela, colhemos quilos de amora juntas e depois pisamos sem querer sobre elas.

Eu vou sentir muito, muito a sua falta.

1 escafandrinhos disseram algo:

amahot1 disse...

amor... eu queria que você soubesse que eu sinto a mesma coisa... sinto falta dos mosmentos, arrependimento por estar ocupada, por não te ver mais vezes e obvio, que eu vou sentir muuuita sua falta, como eu sinto TODOS OS DIAS. Tudo que eu faço eu lembro de você, eu conto pra minhas amigas: "ah... eu e a leticia..." NUNCA vou te esquecer.
TE AMO MUITO
bjs