Sentindo falta dele

ela está. Mas não é uma falta qualquer. Envolve muito mais. Ele, antes de se tornar um monstro, durante uma conversa, mencionou que preferia ser morto à ter que caminhar pela Terra como um demônio. Ele se transformara nisso, e agora sua missão era destruí-lo, para que sua palavra fosse honrada. Mas ela nem sabe ao certo onde ele está. Na verdade, ela não tem a mínima idéia, tirando a sugestão de sua cidade natal. É lá que ela está agora, morando com a família dele, sendo muito bem aceita. Todos ficaram chocados ao saber da morte do rapaz, do Dimitri. Ela contou-lhes tudo, abaladíssima. Eu nunca chorei tanto com um livro. Nunca me envolvi dessa forma. Eles são (ou eram) uma coisa muito além do que os filmes mostram, ou do que os meninos de escola oferecem. Queria eu ter algo assim.
Mas a questão é que não consigo me imaginar com Dimitri. Nunca, nem por um segundo sequer. Eu consigo idealizá-lo com a Rose, mas nunca comigo. Eu sinto como se... não sei. Como se eu estivesse roubando aquilo dela.
Eu disse numa postagem bem antiga que nós (eu e a Rose) eramos muito parecidas. E somos, realmente, mas em algumas partes, sinto que agiria diferente. Ela ainda não aprendeu seu auto-controle muito bem, e acho que sou defensiva, o que me torna sempre mais "racional" comparada à ela, mesmo sendo um pouco impulsiva.
Ah, ontem eu escrevi uns poemas (que não vou publicar porque ficaram simplesmente péssimos) e fiz esse desenho. Na verdade, ele e um pouco maior, porque eu cortei no computador, mas falta pouca coisa nele. Eu desenhei a árvore na qual ela está encostada até o início das folhagens, e o nome da Rose mais para a direita. O que está escrito é "If your eyes weren't open, you wouldn't know the difference between dreaming and walking / Se seus olhos não estivessem fechados, você não saberia a diferença entre sonhar e andar."
Ela escreveu isso quando estava no nono ano (como eu *_*) e no começo do livro quatro, ela se lembra dessa parte (do poema).
Bom, tem muito mais para falar sobre o livro, mas isso eu arranjo depois, porque estou mortíssima de sono.
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