Desvio de conduta

"Tem gente que me odeia, e eu odeio muita gente, mas eu tento de verdade conviver pacificamente com as pessoas de quem não gosto." - Letícia Gomes, postagens recentes.

Refletemos sobre essa minha frase. Sim, é a minha frase. Porque fui eu quem disse isso, numas dessas postagens mais para baixo...

E bem, tem bastante coisa para dizer sobre isso. A primeira é que mantenho o que disse. Eu tento sim conviver pacificamente com essas pessoas de que não gosto. Mas só porque ajo assim não quer dizer que sou boba de ninguém. Então está aqui o que me tirou do sério hoje e me fez tirar a carinha de simpática do rosto e trocar pela de vilã (medo):

Não ia ter aula de educação física, e nós, do nono ano, junto com o oitavo, íamos ver um filme, "Meu nome é Rádio". Ótimo filme, pena que não vi o final, por causa dessas pessoinhas infantis. Eu, com essa minha sorte explêndida, fui sentar bem atrás de umas amigas altas que bloqueavam a minha visão das legendas, o que me fez mudar de lugar.

Eu fui para perto dos meninos, e eles começaram a zuar comigo. Mas até aí tudo bem, eu gosto de aprontar com eles. Siiim, eu sou bem arteira. MUAHAHAHAHAHA.

Brincadeira.

Bom, a questão é que, no meio das brincadeiras, um cara bem pé-no-saco começou a dar uma de engraçado e tirar fotos minhas, quando eu não estava vendo. Quando eu vi eu nem liguei. Eles fazem isso direto. Mas o cara não parava! Ficava com aquilo na mão esfregando na minha cara. Ah, francamente, isso já é ser retardado. E eu nem estava de TPM. Oooh gosh, eu resolvi ficar então. Falei para ele parar com aquilo, fofinha na primeira vez. Na segunda pedi normal, e na terceira falei que era para parar meio que brava. Ele disse: "Vai fazer o que? Me processar? Se está incomodada, você é que tem que sair..." Eu engoli o insulto e continuei olhando pra tela do filme. Mas não adiantou, o cara continuava com a brincadeira. Eu peguei a mochila, saí da sala (sim, todos olhando o meu quase surto/barraco) e fui falar com o diretor, vendo se podia ficar lendo o meu livrinho do Dimitri na praça de alimentação. Ele falou que eu podia ficar lendo, mas na outra sala, dentro da escola, onde não tinha ninguém. Então eu fui e gastei o resto da aula escutando minhas musiquinhas em piano do Paramore, super empolgada com o enredo do livro.

E olhem, foi a melhor coisa que eu fiz. Não vou mais tolerar insulto desse cara, não mesmo. Eu nunca gostei dele, e toda vez que ele fala alguma coisa para mim eu tenho vontade de praguejá-lo com todos o nomes sujos que conheço.

Mas o que se passa na minha cabeça, já são outros 500...

Só sei que ele veio pedir desculpa depois, eu disse que sim pensando que não, e depois fui esperar minha perua chegar, com todo mundo me perguntando sobre o que eu tinha feito e porquê tinha feito. Nem dei muita conversa para eles, mas respondi super calma. Afinal, eles são meus amigos, eu não tenho motivos para ficar descontando neles a minha raiva por outra pessoa. E além disso, ele não merece nem meus pensamentos sobre ele.

E acho que essa é uma das últimas vezes que vou pensar nisso.

Ah, e só mais uma coisa: se ele vier enxer o saco, chamo o Dimitri para dar umas porradas nele.

Sweet, sweet anger.

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