"Quando eu te vejo,...

eu começo a sorrir(...)". Charlie Brown Jr mais uma vez. A música é "Longe de você". Eu sempre lembro de uma pessoa quando escuto essa música, lembro de tudo que a conteceu, e como realmente por mais que a gente ache que conhece alguém completamente, não conhece. Cada dia me surpreendo mais com essa pessoa, e vou descobrindo mais coisas que se passam pela cabeça dela. Muito diferente de mim, porque somos de signos opostos. Não é só por causa do zodíaco, mas acho que isso tem um pouco de peso...

Durou muito pouco tempo, mas deixou tantas marcas... Ainda tenho algumas, eu acho, porque de madrugada, em agumas ocasiões, fico minutos e minutos viajando no passado. Eu lembro da roupa que estava usando, lembro da roupa daquela pessoa, do jeito tímido, do amor escondido. Já me disseram tantas vezes que ele não me merece, mas ninguém está na minha pele além de mim mesma. Ninguém me conhece totalmente. Só Deus. Tirando Ele, ninguém sabe o que estou sentindo.


Eu sei esconder o que sinto e penso, e não me incomodo com isso: é o jeito como vivo. Sei muito bem como guardar segredos, sei valorizar as pessoas quando quero. Só não sei esquecê-las. Vivo no meu mundo, e daqui ninguém me tira. Podem me chamar de profunda, sem-noção, louca, meiga, metida, grossa, fria, individualista, energética, o mundo a quatro, porque eu sou sim tudo isso, mas cada coisa de uma vez, ou tudo ao mesmo tempo mas de modo moderado. Não mudo para agradar as pessoas, mas vivo cedendo minhas vontades.

Não queria perder o luxo no qual eu estava vivendo, mas se é para o bem da minha família, eu abro mão de tudo o quer for pedido. Não tem amigo mais importante que membro da família, nem amor mais incondicional do que esses laços trazem.

Então, era isso que queria dizer: quem sou eu, o que sinto ás vezes, o que sou vagamente e inteiramente. Quem eu amo de verdade (sem mencionar meus amigos, que são muito importantes) e como gosto de viver.

Acho que ninguém vai ler isso, mas não estou escrevendo para os outros, eu escrevo para mim em primeiro lugar. "i've got my own head inside my own world".

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