Teclado tecido deste lado que giro

-----------------------x Aviso: texto confuso. Ficou guardado por alguns meses, mas está na hora de me admitir, mesmo que ninguém se importe.




Tec Tec Tec.
O teclado bate mas dele não sai nenhum sentimento estabelecido. Não consigo por em letras o que o coração diz ser sentimento. Os dias são comuns: meu amor por minha família e amigos não aumentou nem diminuiu. Meu amor próprio também não.
Escrever sobre o que quero ser não me faz sentir tão bem quanto escrever sobre mim mesma. Isso não é um eu-lírico, isto sou eu, Letícia, com minha manias irritantes. Não simpatizo muito comigo mesma. A homeostase já perdeu os padrões e ainda deve estar desesperada procurando-os em algum lugar do meu peito.
Você deve subir à cabeça, querida; se continuar aí em baixo, a corrente sanguínea irá te puxar para um quarto trancado de onde nunca conseguirá sair.
Posso admitir meus medos? Sim, posso, sou humana.
O texto está desconexo, é impossível dar-lhe sentido. Apenas eu mesma sei o que eu quis dizer e não me sinto na vontade de explicar. Não é ofensa, é preguiça mental. Tenho medo de ficar ranzinza. Tenho medo de ser triste e solitária. Eu sou alegre durante um terço do dia; o segundo uso para dormir, o terceiro para descansar a cabeça. E nesse descansar surgem meus textos.
Gente nenhuma de minha idade que eu conheça funciona desse jeito. Eu sou muito complicada. É difícil me encontrar equilibrada: normalmente estou exaltada, ou viajando. Gosto de música muito morta e gosto de música muito animada. Sei aprender mas raramente explicar. Sei ouvir, tenho tendência a sempre ceder.
Mas tento me controlar. Que cede demais acaba por seguir o fluxo. Não é isso que desejo: quero mesmo é ser diferente. Não tenho muito dinheiro para comprar as roupas que eu quero mas faço o melhor com o que dá. Provavelmente esse texto ficará guardado no arquivo do blog e ninguém irá chegar a ler. Talvez eu clique em "publicar". Talvez eu canse disso tudo e aperte o botão "Power" do computador; ou talvez eu expluda essa casa.
Claro que não, isso não é de minha natureza. Se bem que costumo explodir os coraçõezinhos que saem de meus olhos toda vez que vejo os tal castanho a mesma distância em que me encontro do espelho, oscilando entre o belo e o deplorável, desejo insaciável de que algo mude, mesmo eu não sabendo o que é.

3 escafandrinhos disseram algo:

Bia disse...

Ai cara, que coisa linda.
Tava com saudades de passar aqui!

Monique Premazzi disse...

É das palavras mais confusas que nascem os textos mais belos e mais significativos. Eu adorei, adorei de verdade e eu tenho um pouco de você, um pouco das suas manias loucas que você pensa que ninguém funciona da mesma forma. É bom ser assim.

Blog cada vez melhor *-*

Bia disse...

Também sempre quis ter um desse colar