Postei mesmo


Coloco, inevitavelmente, minha felicidade apenas ao alcance do improvável. Como lição, aprendo que não é assim. Como uma aluna teimosa, sigo em frente como se não tivesse errado aquilo antes. É sempre essa rotina na qual estou presa, alguns metros debaixo das nuvens, sem direito de oxigênio. Tenho razões de sobra mas não significativas o suficiente que me façam cair de volta para a realidade.

Tenho o pé no chão mais que muita gente que me cerca, mas às vezes perco as falas que quem divide o que sente comigo. Sou ambígua, sou confusa e tenho a impressão de que minha guerra contra minha impaciência nunca acaba. Critico quando vejo minha mãe perdendo a paciência, mas eu perco dez vezes mais do que ela.

Pode acreditar, leva um pouco mais do que três minutos para eu perceber que estou surtando. Quando percebo, porém, me recomponho, puxo o ar para dentro e faço o antigo sair em forma de sorriso. Afinal, quem está perdendo alguma coisa não sou eu. Elas não têm o direito de conversar em hora indevida. Eu não tenho a coragem de mandá-las fechar a boca.

Eu simplesmente aguento. Até agora, as notas estão ótimas (menos em química) e as amizades nem um pouco evoluídas. Meu caso com o romance persiste em ser uma incógnita e eu ainda desejo as coisas mais caras das lojas. É um imã. É meu vício que não tem fim.

Continuo intrigada com religião, desejando mais do que nunca saber sobre tudo o que a envolve. Ainda estou odiando algumas atitudes do meu pai, e esse vício maldito de contar minha vida não desgruda. Alguém aqui quer ler sobre o que eu considero certo? Isso não tem nexo!!!

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